Fernanda Passos Esteves, viúva de Erasmo Carlos, avalia acionar a Lei Maria da Penha contra os filhos do cantor em disputa sobre a herança. A defesa alega violência patrimonial e constrangimentos recorrentes. Leonardo e Gil cobram R$ 170 mil de Fernanda por despesas do apartamento que compartilham em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Decisão do STFA estratégia se fundamenta em decisão do Supremo Tribunal Federal de início de agosto. O STF determinou que: A Lei Maria da Penha não depende da existência de vínculo familiar, afetivo ou íntimo entre a mulher e o agressor e que medidas protetivas de urgência devem ser concedidas sempre que houver risco à integridade de uma mulher em contexto de violência de gênero. Segundo informações da revista Veja, a defesa de Fernanda alega que Leonardo e Gil transformam a controvérsia patrimonial em um ataque pessoal. A viúva viveu aproximadamente doze anos com Erasmo Carlos. “Transformam controvérsia patrimonial em um ataque pessoal contra uma mulher que viveu por aproximadamente doze anos com o pai deles”, segundo a defesa de Fernanda. Pessoas próximas aos envolvidos relatam que o desgaste entre Fernanda e os enteados não é recente. Conflitos teriam ocorrido enquanto Erasmo era vivo, com episódios de pressão e hostilidade relatados ao longo dos anos. O apartamento na Avenida Prefeito Mendes de Morais, em São Conrado, é o centro da disputa. Fernanda é proprietária de 50% do imóvel, enquanto Leonardo e Gil dividem os outros 50%. A controvérsia envolve como o bem é administrado e quem tem direito a tomar decisões sobre ele. Um contrato de aluguel foi assinado em 6 de abril de 2026, segundo a Coluna Gente. O documento cita apenas Leonardo e Gil como locadores, com valor mensal de R$ 27 mil por 30 meses. Fernanda não aparece no contrato e não o assinou. A defesa contesta a validade dessa decisão. Argumenta que os filhos escolheram sozinhos o inquilino, o valor, o prazo e demais condições sem procuração ou autorização formal de Fernanda. Ela teria dado apenas uma autorização genérica para aluguel do imóvel, o que não permitiria decisão unilateral. Os filhos afirmam que uma manifestação anterior de Fernanda demonstraria concordância com a locação. A defesa rejeita essa interpretação, sustentando que autorização genérica não permite que uma parte tome decisões sem o consentimento das demais proprietárias.
Os filhos alegam que Fernanda deixou o apartamento por não conseguir arcar com os custos de manutenção. Começaram a administrar o imóvel em junho de 2025 e encontraram débitos de condomínio, IPTU, taxa de incêndio e energia elétrica. Realizaram reparos para evitar desvalorização do patrimônio. A cobrança de R$ 170 mil reúne despesas já pagas pelos filhos e valores previstos para gastos futuros. Leonardo e Gil alegam que Fernanda saiu do imóvel sem comunicar formalmente a família e que ela não quitou débitos acumulados. A defesa contesta integralmente essa versão. Afirma que Fernanda tinha direito de permanecer no apartamento por ser proprietária de 50% dele. Morou no imóvel com Erasmo por mais de dez anos e não o abandonou de forma irregular. Há ainda a questão de uma dívida trabalhista. Fernanda cobra mais de R$ 700 mil de Leonardo Esteves, segundo a Coluna Gente da revista Veja. O valor refere-se a uma condenação trabalhista pela qual Leonardo foi responsabilizado. O pagamento recaiu sobre o espólio de Erasmo, e a defesa entende que Fernanda deve ser ressarcida pelo montante descontado. Representantes de Leonardo e Gil não se manifestaram sobre as novas alegações da defesa. Erasmo Carlos morreu em novembro de 2022. O embate envolve a administração de bens e direitos sucessórios após a morte do cantor.



